Por que MALBEC? – por Marly Lopes

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MALBEC é um nome forte, sua sonoridade chama a atenção de todos, mas de que mesmo se trata?

Este nome foi dado a quem primeiro identificou esta UVA, um viticultor húngaro chamado Malbek, este senhor cultivou a uva no terroir de Bordeaux na Franca por muitos anos até que a Filoxera (praga) devastou uma grande parte dos vinhedos europeus.

A MALBEC atravessou os oceanos em 1852 quando o engenheiro agrícola Michel Aimé Pouget a trouxe para Mendonza.

Este homem era desconhecido na Argentina até datas recentes (2011).

Ele tornou-se o PAI de uma indústria vitivinícola que gera em torno de $2.500 milhões de dólares, então, hoje a ARGENTINA o reconhece e o homenageia com o DIA DO MALBEC, data que é comemorada todo dia 17 de abril.

Na atualidade, a uva MALBEC representa 50% das exportações de vinho argentino, também é a variedade mais consumida pelos argentinos que consomem em torno de 70% da produção nacional.

Mas por que esta uva francesa se deu tão bem no solo argentino?

A principal vantagem da Argentina é a baixa fertilidade, a amplitude térmica e secura de seus solos, particularmente em Mendoza, uma área árida, cheia de pedras aos pés dos Andes.

“Malbec cresce melhor em áreas desérticas e o seu principal inimigo é a água”, disse Arizu.

O destaque para seu apogeu continental é a amplitude térmica, pois países vizinhos não conseguem uma variação tão grande, como por exemplo o Chile que com influência oceânica perde muito na variação.

O POTENCIAL da Malbec também é motivo de destaque, a MALBEC tem um enorme potencial de crescimento pois ainda é pouco conhecida no resto do mundo e as exportações crescem a cada ano.

Os produtores celebram esta uva de um preto azulado, pele fina e polpa que destila odores de várias frutas. Eles dizem que é “amável ao paladar”, que um amplo espectro de consumidores gosta, e que o seu nome se repete facilmente em qualquer idioma. (Fonte: BBC)

E quanto ao destaque ao DEGUSTAR?

Os vinhos produzidos com a casta Malbec apresentam cor vermelho púrpura, esbanja uma cativante fruta, com ótima profundidade de sabor. No palato é longo e saboroso, evidenciando o forte caráter e estrutura desta casta que é extremamente intensa.

Carne vermelha é um excelente exemplo de harmonização, acompanhada de cogumelos, a nossa famosa picanha, um belo pato e até o carré de cordeiro com crosta de ervas.

Tenho 3 grandes exemplos que me marcaram quando se fala em MALBEC ARGENTINO:

TERRAZAS RESERVA MALBEC

Ganhador de 92 pontos por James Suckling e mais 95 pontos pela Decanter.

Ele tem um vermelho vivo com tons de roxo, bastante intensidade nas notas florais e frutadas. No nariz romãs de violetas, cerejas-negras maduras e ameixas com leves traços de torrefação e picância de pimenta preta e chocolate.

CHEVAL DES ANDES

Um verdadeiro Grand Cru do Novo Mundo que exprima o melhor dos ANDES: fineza e o exotismo, a potência e o frescor, a elegância e autenticidade.

Marly Lopes na Cordilheira dos Andes com Nicolas Audebert ( ex enólogo responsável por Cheval des Andes)

DV CATENA ZAPATA 2012

Ganhador de 98 pontos por James Suckling e mais 94 pontos por Robert Parker.

O TERROIR de Medonza é icônico, concordo muito com o que os viticultores de TERRAZAS dizem, é um lugar onde: A Escassez cria GENEROSIDADE & A Altitude cria INTENSIDADE.

Minha principal dica é que você explore esta uva e deixe ela se revelar nas diferentes altitudes, caves, marcas e harmonizações.

Santé!

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