Cultura do conflito e desequilíbrio emocional – por Danyelle Bandeira

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Em uma sociedade marcada pela cultura do conflito em que prevalece a competitividade, em que aprendemos que temos que ganhar a qualquer custo e submeter o outro a perder, pouco nos importamos com as questões emocionais, e na maioria das vezes não sabemos ouvir e compreender, e categoricamente estamos fadados a julgar o tempo todo sem nos preocupar ao certo se de fato se o que pensamos é verdadeiro.

Interessante é que sabemos como não gostamos de ser tratados, quando alguém nos julga sem se certificar, entendemos injusto, ou quando alguém nos levanta a voz, perdemos a concentração, e nosso coração se enche de alegria quando somos compreendidos. Ao contrário, além de julgar invocamos insistentemente uma crítica veemente ao outro ocasionando ressentimentos e contra-ataques. Não é raro querermos destruir a vida do outro.

A escalada do conflito geralmente prossegue e aplicando a lei da selva todos se sentem feridos e ofendidos o que acarretará distanciamento, rejeição e um convívio mais difícil. Quando nos sentimos violentados contra-atacamos sem chances para um pedido de desculpas. O desequilíbrio da nossa forma de se comunicar, a má administração dos conflitos e a má distribuição dos afetos desequilibra nosso corpo, mente e alma.

Para administrar nossas relações com mais eficiência precisamos trabalhar no sentido de aprender a nos comunicar de forma mais respeitosa diminuindo traços de nossa personalidade autoritária para dar e receber aquilo de que mais precisamos dentro dos nossos limites e das necessidades dos outros.

Aplicar técnicas de mediação, comunicação não violenta e disciplina positiva como certificar-se sobre a hora e lugar adequados, sobre a abordagem respeitosa de que tanto gostaria de ser tratado, reconhecer algo positivo apesar da divergência, descrever como nos sentimos e expressar nossas necessidades são estratégias mais eficazes para encontrar equilíbrio emocional.

Parece uma tarefa bastante desafiadora, pode levar a vida inteira, precisamos nos determinar verdadeiramente, pois nosso corpo e nossa mente nos leva sem querer a agir de modo contrário ao que desejamos. Manter o equilíbrio exige a elaboração de um plano de ação, transformação e um desejo persistente de compreender o outro como um pressuposto para ser compreendido. Elabore o seu plano, o que importa ao final é que vale a pena ter conexão.

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