Realinhamento capilar mitos e verdades – por Anna Caroline

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Entra estação, sai estação e sempre há uma tendência nova que predomina e é intitulada moda. Essa transição das décadas costuma impactar no modo como as pessoas de diferentes tempos enxergam o conceito de beleza e como o aplicam à vida no dia a dia. E isso só ressalta que, com o passar dos anos, os padrões de beleza mudam e, consequentemente, as técnicas acabam por mudar também. Mas uma tendência que faz a cabeça das mulheres há muito tempo é a moda dos cabelos lisos ou alisados. Nem todas são fãs das madeixas escorridas, mas a redução de volume e o aspecto mais alinhado dos fios são duas características muito cobiçadas no meio feminino.

Para quem sofre com os cabelos rebeldes e volumosos, um tratamento pode melhorar o resultado do cabelo e ainda alisar, dependendo da textura natural das madeixas. O realinhamento capilar, também chamado alinhamento, resolve o problema do volume extra, além de tratar os fios com química. O segredo desse procedimento é que se cria uma proteção no fio selando as escamas, turbinando a hidratação e o brilho nas madeixas.

O procedimento se baseia onde as madeixas são lavadas com shampoo de limpeza profunda e depois de secas, recebem o produto para o realinhamento, que deve ser selado com chapinha. Além de regenerar e nutrir as fibras do cabelo, ele combate a ponta dupla e o frizz e deixa o cabelo livre de embaraçados e do volume.

Alguns realinhamentos são a base de: cisteína, formol, tioglicolato de amônia, ácido hialurônico, ácido glioxílico entre outras composições, essas são as mais comuns no mercado. O mais importante que se deve saber é se são compatíveis com outras químicas, como por exemplo tinturas ou mechas.

Selagem Capilar, Blindagem Capilar, Escova Francesa, Realinhamento dos Fios, Botox Capilar, Escova Progressiva, são nomes criados para enaltecer o procedimento, entretanto o mais importante é que TODOS tem a função de alisar os fios de alguma forma, dependendo da substância o efeito é maior e deixa mais liso.

Importante ressaltar que algumas das substâncias acima NÃO são compatíveis com outras químicas e muitos profissionais não realizam sem um teste prévio de mechas (que é o mais correto a se fazer).

TRATAMENTO NÃO COTÉM FORMOL ALISA O CABELO SUAVEMENTE E GRADATIVAMENTE – COMPOSTOS POR ÁCIDOS

O procedimento é diferente dos alisamentos por não ter formol nem outros elementos mais famosos como o tioglicolato de amônia(alisantes tradicionais e texturização, entretanto não é compatível com outra química de nenhuma natureza) e, assim como a escova progressiva é um procedimento gradativo, onde suaviza o design do cabelo. Esse efeito acontece porque ao corrigir, preencher e selar a fibra capilar, ele deixa as madeixas mais lisas. Sendo assim, fios ondulados ficam lisos e os crespas ganham cachos mais abertos.

Apesar do alisamento não ser o objetivo principal do procedimento, o efeito liso dura de dois a três meses de acordo com o crescimento capilar se for acompanhado de cuidados em casa com shampoo e condicionador específicos para o tipo de cabelo que recebeu o realinhamento. O tratamento é compatível com químicas, como alisamento, colorações, mechas e é indicada para todos os tipos de cabelos, e apresentam ótimos resultados em cabelos sem definição.

TRATAMENTO QUE CONTÉM CISTEÍNA E\OU FORMOL

Também conhecido como escova progressiva, é um método de alisamento e redução do volume dos cabelos, que diminui também o frizz, e tem por objetivo quebrar, temporariamente, a estrutura dos fios.

É chamada dessa forma, pois os benefícios são mais eficazes em cada aplicação, ou seja, quanto mais se usa o produto, mais o cabelo fica bonito, tratado, sem volume etc. A escova progressiva pode ser subdividida entre as progressivas com e sem formol.
O formol teve seu uso limitado a no máximo 0,2% pela ANVISA em 2009, pois a substância pode trazer diversos riscos à saúde, que vão de uma simples alergia até a morte.

Com a restrição do formol na formulação dessas escovas, foram desenvolvidas as progressivas sem formol que trazem em sua formulação outras bases alisantes, como o glutarol e cisteína, esta última não compatível com algumas químicas como, por exemplo, mechas.

A escova progressiva forma uma espécie de película impermeabilizante na superfície dos fios, fazendo com o que o cabelo fique sem brilho. Essa película faz com que os riscos de alergias no couro cabeludo e caspas sejam maiores.

A progressiva não é indicada para grávidas, lactantes, cabelos muito fragilizados, couro cabeludo com lesões etc.

É preciso tomar cuidado com a formulação do realinhamento porque alguns profissionais usam procedimentos com gluteraldeído, um aldeído da mesma família do formol, e que não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) . A substância funciona do mesmo jeito que o “parente” famoso segundo o mestre em fármaco e cosmetologia Rogerio Kreidel: “o aldeído se liga às proteínas da cutícula e aos aminoácidos hidrolisados da solução de queratina, formando um filme endurecedor ao longo do fio, impermeabilizando-o e mantendo-o rígido e liso”.

Mas o fato da ANVISA ter regulamentado o uso em percentuais tão baixos se deve ao fato dos danos causados pelo formol, que são:

  • Irritação, dor e queimadura o formol quando entra em contato com a pele (pois é tóxico);

  • Visão, lacrimação e dor quando entra em contato com os olhos; Se inalado, ou seja, se a toxina entrar pelas vias respiratórias, pode causar desde uma simples tosse, pneumonia e até câncer. Em altas concentrações pode causar a morte.

E, por conta desses efeitos (que são apenas alguns, pois existem muito mais riscos), o formol foi classificado como cancerígeno pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

E em meio ao caos e escândalo que foi a descoberta desses danos, a Escova Progressiva que usa formol, embora ainda seja comercializada, tem tentando adaptar seus resultados às exigências dos órgãos regulamentadores. No entanto, deixou de ser uma boa alternativa para se ter os fios alinhados.

O ideal é sempre procurar profissionais capacitados e que não utilizem substâncias proibidas, o efeito imediato pode ser dos “sonhos”, mas gradativamente pode causar sérios riscos a sua saúde.

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