A importância da vitamina D no organismo – Por Adrianne Holanda

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 As ações da vitamina D são amplas, com efeitos sobre os sistemas cardiovascular, nervoso central e imune, diferenciação e crescimento celular, e controle de outros sistemas hormonal ( Gröber U, 2013 ) . Ao mesmo tempo, evidências epidemiológicas associaram a carência de vitamina D com doenças como câncer, diabetes mellitus, hipertensão arterial, doenças autoimunes, infecções e aumento da mortalidade em determinados grupos ( Holick MF, 2017).

      A Vitamina D é considerada um hormônio esteróide, pois é produzida do colesterol quando há exposição da pele no sol. Por esse motivo, também é conhecida como vitamina do sol. É um micronutriente essencial para o funcionamento saudável do organismo. 

      Existem dois tipos de vitaminas D: D3 (colecalciferol) e D2 (ergocalciferol). Ambos os tipos funcionam como vitaminas e ajudam a prevenir os sintomas da deficiência de vitamina D. Desde que sejam expostos à iluminação ultravioleta, os seres humanos são capazes de produzir a vitamina D3 ( a mais importante ) que também pode ser encontrada naturalmente no leite, ovos e peixes gordurosos, como o arenque e a cavala. Já a vitamina D2 é de origem vegetal, encontrada nos cogumelos selvagens, por exemplo. 

    Muito presente na mídia atualmente, a Vitamina D encontra-se nas últimas pesquisas confirmando seus benefícios para a saúde e identificando outros novos. Porém, hoje em dia, muitas pessoas no mundo inteiro não estão consumindo a vitamina  o suficiente para que consigam obter os benefícios para sua saúde. Há vários motivos para isso. A produção da vitamina D na pele é a principal fonte deste nutriente essencial para os humanos. Apesar das diferenças individuais de capacidade de produção, a síntese da vitamina D depende, principalmente, da exposição da pessoa à luz ultravioleta. Assim, os níveis de produção variam consideravelmente em resposta a fatores geográficos, culturais, estilo de vida e genéticos ( como exemplo, a pele negra tem maior predisposição à carência da vitamina D). 

     O hormônio da vitamina D atua na maioria dos tecidos corporais e tipos de células. Através do receptor de vitamina D, o calcitriol age localmente nas células, regulando o crescimento celular e estimulando a diferenciação celular. Isso ajuda a prevenir o câncer. Pessoas com um nível adequado de vitamina D têm um risco menor de desenvolver o câncer, incluindo o câncer de cólon, bexiga, próstata e mama. O hormônio da vitamina D também atua sobre as células do sistema imunológico, estimulando a produção de macrófagos e aumentando a sua atividade na luta contra infecções. A vitamina D também inibe respostas auto-imunes no organismo, diminuindo assim o risco de artrite reumatóide, doença intestinal inflamatória crônica e esclerose múltipla.

    A falta de vitamina D favorece 17 tipos de câncer, como os de mama, próstata e melanoma. Isto ocorre porque a substância participa do processo de diferenciação celular, que mantém as células cardíacas como células cardíacas, as da pele como da pele e assim por diante. Desta maneira ela evita que as células se tornem cancerosas. Além disso, a vitamina D ainda promove a autodestruição das células cancerosas.

     Por essas razões, alguns estudos mostraram que além de prevenir o câncer, o consumo de altas doses dessa substância pode ser eficaz no combate a determinados tipos de câncer. Porém, neste caso também é necessário que a ingestão dos suplementos de vitamina D sejam realizados com o acompanhamento médico.

     De acordo com o National Cancer Institute dos Estados Unidos há diversos estudos que apontam que a vitamina D é uma aliada no tratamento do câncer, especialmente do colorretal, de próstata e da mama. Porém, o instituto também diz que ainda são necessários mais estudos.

    Um estudo realizado pelo Institute of Child Health da Inglaterra acompanhou 10.000 crianças finlandesas desde o nascimento e observou que aquelas que receberam regularmente suplementos da vitamina tiveram 90% menos chances de desenvolver diabetes tipo 1.

     Outro estudo publicado no Journal of The American Medical Association feito com 7 milhões de norte-americanos constatou que o consumo de suplementos de vitamina D está associado ao menor risco de esclerose múltipla.

      Além desses estudos com a vitamina D, existem outros com autismo, depressão, doenças cardiovasculares, entre outros.

Deficiência De Vitamina D

A deficiência dela pode desenvolver problemas no organismo, como:

– Osteoporose, fraturas e outros problemas ósseos;

–  Raquitismo ou osteomalacia;

– Doença cardíaca;

– Pressão alta;

– Câncer;

– Doenças autoimunes;

– Depressão;

– Insônia;

– Artrite;

– Diabetes;

– Asma;

– Esclerose múltipla;

– Dor crônica;

– Psoríase;

–  Hiperparatireoidismo (Tireoide hiperativa);

– Fibromialgia;

–  Autismo.

E como obter a Vitamina D?

      Apesar de estar presente em alimentos de origem animal, estas comidas não possuem a quantidade de vitamina D que o organismo necessita. Por isso, para evitar a carência da substância é importante tomar de 15 a 20 minutos de sol ao dia, entre 10 h da manhã e 16 h. Braços e pernas devem estar expostos, pois a quantidade de vitamina D que será absorvida é proporcional a quantidade de pele que estará exposta.

     Ao se expor ao sol para obter a vitamina é importante não passar o filtro solar. Para se ter uma ideia, o protetor fator 8 inibe a retenção de vitamina D em 95% e um fator maior do que isso praticamente zera a produção da substância. Para evitar o câncer de pele, após os 15 a 20 minutos recomendados para obter a vitamina, passe o protetor solar.

    As janelas de vidro também atrapalham a absorção da vitamina D. Isto porque os raios ultravioletas do tipo B (UVB), capazes de ativar a síntese da vitamina D, não conseguem atravessar os vidros.

    A exposição ao sol da maneira recomendada irá proporcionar excelentes unidades de vitamina D. Como a exposição solar já irá proporcionar boas quantidades da substância, é importante que a necessidade do indivíduo seja analisada, através de exames específicos,  por um nutricionista ou médico, a fim de saber se apenas o sol é o suficiente ou se será preciso suplementação, de preferência em cápsulas oleosas. E atenção, tanto o déficit da vitamina quanto o excesso podem prejudicar sua saúde de forma grave, eis a importância do acompanhamento nutricional.

Até a próxima!

Adrianne Holanda

Graduada em Ciências Contábeis; Graduada em Nutrição; Pós Graduanda em Nutrição Clínica, Estética e Funcional; Pós graduanda em Nutrição Oncológica.

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