Adoçantes: o que você precisa saber – por Georgia Alencar

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A ingestão diária elevada de açúcar pode trazer muitos malefícios à saúde, como ganho de peso, aumento do risco de diabetes e das reservas de gordura no fígado, por exemplo. Então, a fim de evitar o consumo exagerado, algumas pessoas reduzem a quantidade de açúcar das refeições, preferindo optar pelos adoçantes, que costumam ser utilizados principalmente por quem deseja controlar o peso ou monitorar o diabetes. Apesar disso, muitos consumidores desconhecem as variedades disponíveis, as diferenças entre elas e se existe algum risco em utilizar esses produtos.

O corpo utiliza o açúcar como fonte de energia, que se não for gasta, acaba acumulando no organismo e virando gordura. Então, a fim de evitar que esse mecanismo ocorra, o adoçante vem sendo cada vez mais utilizado para sanar esse problema. Os adoçantes possuem vantagens de não aumentar a glicemia, entregam pouca ou nenhuma caloria, e não causam cáries. Porém, deve-se observar para qual público e situação deve-se haver essa troca.

A principal diferença entre os adoçantes naturais e artificiais está nos ingredientes utilizados na sua produção e no sabor. Os primeiros são produzidos com edulcorantes vindos da natureza, como é o caso da stevia, extraída de uma planta chamada de Stevia Rebaudiana, ou do xilitol, extraído do milho. Já os adoçantes artificiais são feitos com substâncias químicas sintéticas que estimulam os receptores de sabor doce na língua. Os mais conhecidos são o aspartame, sacarina, sucralose e acessulfame de potássio.

Mas será que essa troca do açúcar por adoçante traz malefícios a saúde? Existem já alguns efeitos colaterais observados, como redução do potencial de gravidez, prejudicando a qualidade dos óvulos e reduzindo a fixação do embrião no útero. Porém, esses efeitos colaterais ainda não estão completamente elucidados, o que já se sabe, é que a sucralose e o aspartame podem não ajudar na perda de peso e ainda aumentar a probabilidade de desenvolver diabetes, pressão alta, doenças cardíacas e obesidade.

Então, apesar de todas as informações já comprovadas de algumas dessas substâncias utilizadas para adoçar, os efeitos negativos ainda são incógnitas e precisam ser melhores estudados. Fatores, como o consumo de alimentos processados, que geralmente utilizam adoçantes artificiais na composição, podem ser responsáveis pelos resultados. Por isso, essa troca de açúcar e adoçante ainda deixa tanta dúvida ao precisar escolher, já que muitos dos mecanismos de ação dos adoçantes ainda não são completamente compreendidos.

Por isso, é extremamente importante uma boa conversa com seu nutricionista, afim de sanar todas as dúvidas em torno do consumo dessa substância, além de saber quando, como e onde utiliza-los.

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