Cacau amigo – por Adrianne Holanda

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O chocolate não é só uma delícia. O seu consumo moderado também oferece uma lista de benefícios. E quanto mais cacau na fórmula, melhor. O cacau (Theobroma cacao), matéria prima com que se faz o precioso chocolate,   é um fruto originalmente da América do Sul e da América Central disseminado por todo o mundo. A popularidade vem, não só pelas suas propriedades funcionais, mas também pelo seu sabor (MEDEIROS, 2010), aprovado pela maioria.

 

      O chocolate é um produto elaborado a partir da mistura de sementes do fruto do cacau com ingredientes distintos, o que o torna densamente calórico, rico em carboidratos simples e gorduras saturadas. No entanto, apesar de, à primeira vista, esta composição parecer não saudável, o teor de cacau vai fazer toda a diferença, pois as sementes são ricas em polifenóis, principalmente flavonoides. Estes podem inibir a oxidação do LDL e elevar HDL, sendo importante na prevenção de doenças do coração. Os polifenóis possuem poderosa ação antioxidante ao organismo, neutralizando os efeitos de danos celulares causados pelos radicais livres, tendo ação anticarcinogênica.

    O chocolate amargo retarda o aparecimento de doenças, além de inibir a formação de infecções agudas e melhorar a saúde cardiovascular (EFRAIM et al., 2011). Entre essas melhoras no sistema cardiovascular, destaca-se a redução significativa da formação de coágulos. Isso se dá pela menor agregação plaquetária, devido à ação das catequinas presentes no fruto e alimentos fonte (GIGLIO et al., 2018). O chocolate amargo pode possuir 3600ug/100g de polifenóis, enquanto o chocolate ao leite possui apenas 100ug/100g. Portanto, cuidado na seleção do tipo de chocolate

      Sendo um fruto versátil, o cacau pode ser inserido na alimentação, facilmente, na forma de cacau em pó, polpa de cacau, chocolates com um percentual elevado de cacau, entre outras opções (DUARTE et al., 2016).

         Como foi dito anteriormente, o cacau também atua contra o câncer, possuindo propriedades antioxidantes e anti-mutagênicas, contribuindo também na redução de fatores relacionados aos processos inflamatórios exacerbados do organismo. Alguns estudos mostram atuações diretas relacionadas à morte celular cancerígenas, em um tipo de câncer de cólon, por atuação das catequinas, bem como, atuações em câncer de pele ( Neves, 2013 ).

Dicas Inteligentes e saudáveis:

        Existe uma grande diferença entre o chocolate preto e o chocolate branco, a começar pelo sabor. Mas a principal diferença é na receita (produção), que mostra que o chocolate branco não é chocolate, mesmo levando esse nome.

      Um chocolate é considerado chocolate, quando possui cacau em sua fórmula. No momento da produção do chocolate, o cacau é prensado e se divide em duas partes: a massa do cacau, e a gordura (manteiga de cacau). Com a massa do cacau, ou seja, a parte sólida, é feito o chocolate preto, e com a manteiga do cacau, se processa o chocolate branco, que consiste basicamente em gordura, açúcar e leite.

      Pelo fato de não ter em sua composição o cacau sólido, e sim apenas a gordura da fruta, o chocolate branco tecnicamente não é um chocolate, mas na verdade outro doce. Mesmo a textura de ambos sendo parecidas, o sabor é completamente diferente, e o “chocolate” branco possui muito mais açúcar que os demais. Fuja desse falso “ chocolate”.

          E a pergunta que não pode faltar: Todos podem consumir o chocolate? E qual a quantidade ideal para conseguirmos os benefícios necessários sem que adquiramos peso na balança? 

          Eis a importância de consultar seu Nutricionista regularmente.

          Até a próxima e um Feliz 2020 para todos nós!

Adrianne Holanda

Graduada em Ciências Contábeis; Graduada em Nutrição; Pós Graduanda em Nutrição Clínica, Estética e Funcional; Pós graduanda em Nutrição Oncológica.

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