Dislipidemias, quais seus riscos para nossa saúde? – por Adrianne Holanda

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Dislipidemia é o distúrbio das gorduras presentes no sangue, que pode ser o colesteroltriglicerídeos ou ambos. A presença de uma quantidade elevada dessas gorduras no sangue representa um risco para doenças cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio, Acidente Vascular Cerebral, entre outras).

        Cada vez mais cresce o número de pessoas com hipercolesterolemia ou hipertrigliceridemia ( dislipidemias ) e existem alguns motivos que levam a esse quadro, entre eles e em maior grau estão o estilo de vida, alimentação inadequada e sedentarismo.

        Tanto o colesterol quanto os triglicérides são gorduras ingeridas pela dieta e fabricadas pelo fígado, sendo que a primeira diferença entre eles está no fígado. A fabricação de colesterol pelo fígado ocorre independentemente da dieta, ou seja, o fígado é capaz de fabricar colesterol mesmo que esta gordura não tenha sido ingerida pela alimentação. Já a fabricação dos triglicérides pelo fígado é dependente da dieta, ou seja, o fígado somente é capaz de fabricar triglicérides se um dos componentes desta gordura, o glicerol, for previamente ingerido pela alimentação.

          A segunda diferença entre estas gorduras está na função, pois cada uma delas desempenha um papel diferente no corpo humano. O colesterol, especificamente, é precursor dos hormônios esteroides, dos ácidos graxos e da vitamina D, além de constituir as membranas celulares atuando na fluidez das mesmas e na ativação de enzimas ali situadas. Já os triglicérides representam uma das mais importantes formas de armazenamento energético, o que nos leva para a terceira diferença entre eles que está relacionada ao excesso destas gorduras no organismo e aumento do peso.

         O LDL colesterol – colesterol de baixo peso molecular – considerado o “colesterol ruim”, é produzido no fígado e quando em excesso sofre um processo de oxidação e passa a ser depositado nas paredes das artérias, dando origem às “placas moles”, que podem progredir e formar placas mais estáveis, “placas duras”, que se calcificam e dão origem à arteriosclerose e, conseqüentemente, a doenças arteriais, como o enfarte agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral.

 

         Por outro lado, o HDL – colesterol de alta densidade – conhecido como “colesterol bom”, tem como função “retirar” o excesso do LDL colesterol, minimizando o depósito do LDL na parede das artérias. Quando o paciente apresenta níveis de LDL colesterol elevados e de HDL baixos, há maior probabilidade de formar placas nas artérias e, por conseguinte, doença arteriosclerótica. Já o baixo LDL e o HDL elevado são considerados fator de proteção.

          Embora seja importante possuir uma reserva energética em forma de tecido adiposo e colesterol em circulação para que algumas funções do corpo humano possam ser executadas com normalidade, o excesso destas gorduras é prejudicial à saúde. Perceba que o problema está no excesso!

         E mais uma vez a alimentação está envolvida no processo de vida saudável. Para manter níveis saudáveis de triglicérides e colesterol, são fundamentais mudança de hábitos alimentares e qualidade de vida. É preciso seguir dietas com pouca gordura saturada, baixo colesterol, moderadas em carboidratos, ricas em fibras (reduzem a absorção de colesterol no intestino), legumes, vegetais e em óleos monossaturados ou polissaturados.

         O tratamento para dislipidemia inclui terapia nutricional e a reorientação de alguns hábitos alimentares com atividade física. Existem alimentos funcionais que ajudam a baixar as taxas das dislipidemias consideravelmente, além de preveni-las. O acompanhamento do nutricionista é imprescindível. Em alguns casos, o/a médico/a pode optar por acrescentar alguma medicação específica para combater a dislipidemia. Essas medicações devem ser usadas apenas com indicação médica, no período orientado e sempre utilizada com acompanhamento nas consultas e com exames laboratoriais.

          A dislipidemia é um problema de saúde que pode vir associado com outras doenças como diabetes, hipotireoidismo, insuficiência renal, síndrome nefrótica, obesidade, alcoolismo e uso de medicações. Como foi dito,ela precisa ser tratada na sua globalidade pelo nutricionista e pelo médico e considerando o perfil de cada paciente.

Até a próxima!

Adrianne Holanda

Graduada em Ciências Contábeis; Graduada em Nutrição; Pós Graduanda em Nutrição Clínica, Estética e Funcional; Pós graduanda em Nutrição Oncológica.

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