Síndrome Metabólica – O que você precisa saber – por Adrianne Holanda

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A síndrome metabólica, também conhecida como síndrome da resistência à insulina ou Síndrome X, não é propriamente uma doença, mas sim um grupo de alterações que, quando presentes em conjunto, aumentam o risco de doenças cardíacas, AVC, diabetes mellitus tipo 2 e várias outras doenças.

Os critérios mais atuais dizem que um paciente tem síndrome metabólica se ele tiver pelo menos 3 das 5 alterações listadas abaixo:

Portanto, dizemos que um paciente tem síndrome metabólica quando ele tem um acúmulo de determinadas alterações que são reconhecidamente fatores de risco para doenças de origem cardiovascular.

O diagnóstico da síndrome metabólica é relevante porque a presença de cada uma dessas alterações potencializa os danos das outras. Por exemplo, ter pressão alta é um conhecido fator de risco para doenças cardiovasculares. Porém, quando um paciente tem pressão alta, obesidade e glicemia acima de 100 mg/dL, os malefícios das três alterações são potencializados e o risco de doença cardiovascular eleva-se mais do que o esperado pela simples soma do risco individual de cada uma das 3 alterações.

O mecanismo pelo qual a síndrome metabólica aumenta o risco de doenças coronarianas, diabetes ou AVC parece estar ligado a um aumento da resistência à insulina e a uma ação pró-inflamatória das células adiposas (células de gordura).

Pessoas com excesso de peso apresentam maior morbidade (existência de doenças associadas) e maior mortalidade do que pessoas com peso normal. A simples presença de sobrepeso já é suficiente para reduzir a expectativa de vida. O risco de morte chega a ser 3 vezes maior em obesos do que em pessoas com IMC normal.

Fatores de risco para síndrome metabólica

A síndrome metabólica é mais comum nos pacientes que apresentam as seguintes características:

  • Idade acima de 40 anos.

  • Menopausa (nas mulheres).

  • Maus hábitos alimentares (dieta rica em carboidratos e gorduras saturadas).

  • Sobrepeso e obesidade (IMC acima de 25 kg/m2)

  • História familiar de diabetes.

Implicações clínicas da SÍNDROME METABÓLICA

         Pacientes que preenchem critérios para síndrome metabólica apresentam um elevado risco de desenvolverem várias doenças potencialmente graves. As duas mais importantes são o diabetes melittus tipo 2 e a doença coronariana. Na síndrome metabólica o risco de desenvolvimento do diabetes é de 3 a 5 vezes maior que na população em geral e de infarto é duas vezes maior.

       Mas os riscos não se limitam ao diabetes ou à doença coronariana. Estudos mostram que os pacientes com critérios para síndrome metabólica apresentam maior risco de desenvolverem os seguintes problemas:

Tratamento da síndrome metabólica

O tratamento inicial da síndrome metabólica envolve modificações no estilo de vida, incluindo alterações na dieta e nos hábitos de exercício. Medicamentos podem e devem ser utilizados com prescrição médica,  quando a dieta e os exercícios não forem suficientes.

O objetivo da dieta e da atividade física é aumentar a capacidade cardiovascular, reduzir o percentual de gordura e aumentar massa muscular, fatores que ajudam a tratar a resistência à insulina, o excesso de colesterol e a hipertensão.

Na maioria dos casos, o tratamento é multidisciplinar ( nutricionista, psicólogo,  educador físico  e médico / cardiologista, psiquiatra, endocrinologista ). A simples mudança de hábitos de vida e a alimentação adequada, acompanhada de foco e determinação, já melhora o quadro consideravelmente.

Estudos comprovam que em cada quilo de gordura perdido, mais anos de vida o paciente ganha. Isso é bem contundente, não acham?

 Vamos cuidar da nossa saúde melhorando hábitos de vida, incluindo atividade física e alimentação saudável e adequada! Até a próxima!

Adrianne Holanda

Graduada em Ciências Contábeis; Graduada em Nutrição; Pós Graduanda em Nutrição Clínica, Estética e Funcional; Pós graduanda em Nutrição Oncológica.

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