Uso do Cinto pélvico – por Jucianne Guedes

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A ideia não é nova: resolver um problema através de uma medida paliativa.

– “Ai que dor de cabeça, minha pressão deve ter aumentado”.

– “resolvo isso rapidinho tomando aquele Dorflex. É tiro e queda”.

Na academia observamos o mesmo conceito sendo aplicado com as famosas dores de coluna.

– “Quando malho sinto muita dor nas costas”.

– “Oxe, bota esse cintinho aqui que a dor vai embora na hora”.

E por aí vai. Não paramos de presenciar alunos/profissionais usando cintos pélvicos durante agachamentos, abdominais e até na esteira.

Para que raios usar esse cinto?

Você tem um cinto natural composto pelo reto abdominal, oblíquos e todo um conjunto de músculos dorsais (dentre eles os localizados na região lombar). Eles precisam ser treinados para te proteger. O que o cinto faz? Gera uma proteção momentânea e ilusória. Ou você usa o cinto em casa quando vai colocar seu filho no colo ou afastar o sofá da sala?

Veja só:

No ano de 2011, em um estudo publicado no International Journal Of Sports Medicine, Siewe e colaboradores concluíram que a médio e longo prazo o uso do cinto é bastante prejudicial.

Como eles chegaram a essa conclusão? Simples! O que acontece quando um músculo não é utilizado? Ele enfraquece. Agora imagine o cinto fazendo o papel dos seus músculos o tempo todo. A médio e longo prazo o risco de lesões aumenta e muito.

Então, agora já sabe: PARE DE USAR O CINTO ou procure orientação profissional para saber como e quando utilizá-lo.

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